Menstruação muito intensa, com coágulos ou que passa de 7 dias: o que pode ser
Fluxo que vaza, obriga a acordar à noite para trocar o absorvente ou impede sair de casa tem nome: sangramento menstrual intenso. E tem uma investigação própria.
Dra. Nathália Assunção Médica ginecologista e obstetra CRM-BA 34246 · Ginecologia e Obstetrícia: RQE 23128
Menstruação que obriga a trocar o absorvente a cada 1 ou 2 horas por várias horas, com coágulos grandes ou que dura mais de 7 dias é chamada de sangramento menstrual intenso. Mioma, adenomiose e pólipo estão entre as causas mais comuns, mas alterações de ovulação e de coagulação também entram na investigação. O tratamento muitas vezes é só com medicamentos, e a cirurgia fica para casos selecionados.
Atenção: Encharcar um absorvente por hora com tontura, desmaio, coração disparado ou falta de ar, ou sangramento intenso com chance de gravidez, pede atendimento de urgência.
Como a causa do sangramento é procurada
A Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) organiza as causas do sangramento uterino anormal numa sigla, PALM-COEIN. A primeira parte reúne o que aparece no exame de imagem: pólipo, adenomiose, leiomioma (o mioma) e malignidade. A segunda reúne o que não aparece na imagem: distúrbios de coagulação, falta de ovulação, alterações do próprio endométrio, efeito de medicamentos e causas ainda não classificadas. Mais de uma causa pode existir ao mesmo tempo.
No mioma, a posição pesa mais que o tamanho. A FIGO classifica os miomas pela camada do útero em que estão: os submucosos, que fazem saliência dentro da cavidade, são os que mais aumentam o sangramento, mesmo quando pequenos. Os que crescem para fora do útero raramente mudam o fluxo. Na adenomiose, o útero inteiro fica maior, e o fluxo aumentado costuma chegar junto com cólica forte.
Fluxo muito intenso desde a primeira menstruação, sangramento fácil na gengiva ou manchas roxas sem pancada levantam a suspeita de um distúrbio de coagulação, como a doença de von Willebrand, investigado com exames de sangue específicos.
Da investigação ao tratamento
Exames de sangue
Hemograma e ferritina mostram se o sangramento já esgotou o ferro e causou anemia. Conforme o caso, entram teste de gravidez, tireoide e exames de coagulação.
Ultrassom transvaginal
Mostra miomas, sinais de adenomiose e a espessura do endométrio, e indica em que camada do útero cada mioma está.
Histeroscopia
Uma câmera fina passa pelo colo e mostra a cavidade do útero por dentro. Permite ver e, muitas vezes, retirar pólipos e miomas submucosos no mesmo procedimento, com material enviado para análise.
Tratamento com medicamentos
DIU hormonal com levonorgestrel, anticoncepcional, progestagênio ou, sem hormônio, o ácido tranexâmico nos dias de fluxo reduzem a perda de sangue. A escolha depende do desejo de engravidar e das contraindicações de cada mulher.
Cirurgia quando indicada
O mioma submucoso é retirado por histeroscopia, sem corte na barriga. Miomas em outras camadas, quando precisam sair, podem ser retirados por videolaparoscopia. Para quem não deseja mais gestar e não teve resposta aos medicamentos, a histerectomia entra na conversa.
Como é a avaliação
História detalhada
Como é a dor, o fluxo, o impacto na rotina e o desejo de engravidar.
Exame físico e ginecológico
Parte essencial para localizar a dor e orientar os exames.
Exames de imagem direcionados
Ultrassom transvaginal, com preparo intestinal para mapear endometriose quando indicado, e ressonância da pelve em casos selecionados.
Plano de tratamento
Clínico ou cirúrgico, escolhido com você a partir dos sintomas, da idade e dos seus planos.
Quem conduz o atendimento
Dra. Nathália Assunção
Médica · CRM-BA 34246 · Ginecologia e Obstetrícia: RQE 23128
Médica ginecologista e obstetra, com residência médica em Ginecologia e Obstetrícia. Entre os procedimentos da especialidade, realiza cirurgias ginecológicas por videolaparoscopia e histeroscopia. Atende em consultório em Feira de Santana, com tempo para ouvir e explicar cada etapa do tratamento.
O atendimento, na voz das pacientes
Nota 5,0 no Google. Trechos de avaliações públicas, que não representam promessa de resultado.
Médica competente e muito dedicada. A consulta é leve, me deixa confortável para tirar as dúvidas e acolhe minhas queixas com paciência.
Dra. Nathália é doce e gentil, explica tudo com muita clareza e deixa a paciente segura, o que é muito importante!
Local confortável, a consulta foi bem completa, com avaliação das minhas queixas e solicitação de exames.
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Segunda a sexta, das 8h às 18h.
Perguntas frequentes
Respostas gerais. A conduta certa depende da história e da avaliação de cada paciente.
Quanto sangue é normal perder na menstruação?
Medir em mililitros não é prático no dia a dia. Por isso a avaliação usa sinais concretos: quantas vezes o absorvente é trocado, se é preciso acordar à noite para trocar, se é preciso usar dois ao mesmo tempo, se vaza na roupa e se o fluxo impede sair de casa. Qualquer um deles, repetido a cada ciclo, já justifica a consulta.
Coágulo na menstruação é normal?
Coágulos pequenos podem aparecer nos dias de mais fluxo. Coágulos grandes e frequentes indicam que o sangue está saindo mais rápido do que o corpo consegue manter líquido, e fazem parte dos sinais de sangramento intenso.
Mioma pequeno pode causar tanto sangramento?
Pode, quando ele fica dentro da cavidade do útero. Um mioma submucoso de poucos centímetros pode aumentar mais o fluxo do que um mioma grande que cresce para fora. É a posição que orienta o tratamento, e não só o tamanho.
O DIU hormonal serve para quem tem mioma?
Em muitos casos, sim: ele reduz o fluxo e pode ser usado com miomas que não deformam a cavidade do útero. Quando o mioma ocupa a cavidade, o DIU tem mais chance de sair do lugar, e a retirada do mioma por histeroscopia costuma ser avaliada antes.