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Duas ou mais perdas gestacionais: investigar com cuidado e sem culpa

Perder uma gravidez é doloroso, e perder mais de uma deixa muitas perguntas. A investigação é indicada a partir da segunda perda e ajuda a planejar a próxima gestação.

Dra. Nathália Assunção Médica ginecologista e obstetra CRM-BA 34246 · Ginecologia e Obstetrícia: RQE 23128

A perda gestacional de repetição é definida como duas ou mais perdas antes das 24 semanas, e a investigação já é indicada a partir da segunda. Ela procura causas que têm tratamento, como a síndrome antifosfolípide e alterações da tireoide e do útero. Mesmo quando nenhuma causa aparece, a chance de uma próxima gravidez seguir adiante costuma ser favorável, com acompanhamento próximo desde o início.

Atenção: Na gravidez, sangramento intenso, dor forte em cólica, febre ou tontura pedem atendimento no mesmo dia.

O que você precisa saber antes de tudo

A maioria das perdas no início da gravidez acontece por alterações nos cromossomos do embrião, que surgem ao acaso na formação e não têm relação com esforço, trabalho, relação sexual, susto ou algo que a mulher tenha feito ou deixado de fazer. A chance dessas alterações aumenta com a idade, e por isso as perdas repetidas também ficam mais comuns com o passar dos anos.

Em mais da metade dos casais, a investigação completa não encontra uma causa. Isso não quer dizer que nada foi feito: significa que os fatores tratáveis foram afastados e que a próxima gestação pode ser acompanhada com atenção desde o primeiro teste positivo.

O luto por uma perda gestacional é real, para a mulher e para a parceria, mesmo quando a gravidez foi curta. Dar tempo a ele, e procurar apoio psicológico quando necessário, faz parte do cuidado e da preparação para uma nova tentativa, que acontece quando o casal se sentir pronto.

O que a investigação inclui

Síndrome antifosfolípide

Exames de sangue para anticorpos que aumentam o risco de trombose na placenta. Quando confirmada, há tratamento indicado na gravidez seguinte, com acompanhamento.

Tireoide

Dosagem do TSH e dos anticorpos da tireoide. O hipotireoidismo é tratado antes e durante a gestação.

Avaliação do útero

Ultrassom, de preferência em três dimensões, para procurar septo, pólipos, miomas dentro da cavidade e outras alterações do útero que podem ser corrigidas por histeroscopia quando indicado.

Estudo genético, quando indicado

A análise do material da perda pode explicar o que aconteceu, e o cariótipo do casal é pedido em situações específicas, conforme a história.

O que fica de fora

Vários exames e tratamentos oferecidos para perdas repetidas não mostraram benefício nos estudos, como alguns testes imunológicos e a pesquisa ampla de trombofilias hereditárias sem indicação. Evitá-los poupa gastos e expectativas.

Como é a investigação

  1. Consulta do casal

    Histórico de saúde, ciclos, tempo de tentativa, hábitos e gestações anteriores.

  2. Exames da mulher

    Exame ginecológico, ultrassom transvaginal, dosagens hormonais e avaliação das trompas, conforme cada caso.

  3. Exame do parceiro

    Espermograma, um exame simples que muda a conduta em muitos casos.

  4. Plano de tratamento

    Tratamento da causa encontrada e, quando esse for o melhor caminho, encaminhamento para reprodução assistida.

Retrato da Dra. Nathália Assunção

Quem conduz o atendimento

Dra. Nathália Assunção

Médica · CRM-BA 34246 · Ginecologia e Obstetrícia: RQE 23128

Médica ginecologista e obstetra, com residência médica em Ginecologia e Obstetrícia. Entre os procedimentos da especialidade, realiza cirurgias ginecológicas por videolaparoscopia e histeroscopia. Atende em consultório em Feira de Santana, com tempo para ouvir e explicar cada etapa do tratamento.

O atendimento, na voz das pacientes

Nota 5,0 no Google. Trechos de avaliações públicas, que não representam promessa de resultado.

Médica competente e muito dedicada. A consulta é leve, me deixa confortável para tirar as dúvidas e acolhe minhas queixas com paciência.

Paciente, via Google

Dra. Nathália é doce e gentil, explica tudo com muita clareza e deixa a paciente segura, o que é muito importante!

Paciente, via Google

Local confortável, a consulta foi bem completa, com avaliação das minhas queixas e solicitação de exames.

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Segunda a sexta, das 8h às 18h.

Perguntas frequentes

Respostas gerais. A conduta certa depende da história e da avaliação de cada paciente.

Com uma perda só já preciso investigar?

Em geral, não. A perda isolada no início da gravidez é comum e, na maioria das vezes, não se repete. A investigação é indicada a partir da segunda perda, ou antes quando há outra razão, como uma perda no segundo trimestre.

Tive perdas. A culpa foi minha?

Não. A maior parte das perdas acontece por fatores que ninguém controla. Alguns hábitos, como fumar, podem ser ajustados para a próxima gestação, mas isso é cuidado para a frente, e não explicação para o que aconteceu.

Quanto tempo esperar para tentar de novo?

Depois de uma perda no início da gravidez, sem complicações, em geral não é preciso esperar um prazo longo do ponto de vista físico. O momento é definido pelo casal, pela recuperação emocional e pelos resultados da investigação, quando ela estiver em andamento.

O que muda na próxima gravidez?

O acompanhamento começa cedo, com ultrassom no início para confirmar que a gestação está no útero e se desenvolvendo, e com o tratamento das causas encontradas. O apoio próximo nessa fase também faz diferença para a mulher.

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