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Dra. Nathália Assunção, ginecologista Agendar pelo WhatsAppWhatsApp

Infecção pélvica, gravidez ectópica ou cirurgia no passado: como ficam as trompas

Esses antecedentes podem deixar marcas nas trompas sem dar nenhum sintoma. Avaliar cedo evita meses de tentativa sem saber se o caminho está livre.

Dra. Nathália Assunção Médica ginecologista e obstetra CRM-BA 34246 · Ginecologia e Obstetrícia: RQE 23128

Infecções pélvicas, gravidez ectópica e cirurgias no abdome podem deixar aderências ou fechar as trompas, onde o óvulo e o espermatozoide se encontram. Quem tem esse histórico e quer engravidar se beneficia de avaliar as trompas no começo da investigação, e não depois de muito tempo de tentativa. Quando elas estão comprometidas, a fertilização in vitro é, muitas vezes, o caminho com mais chance.

Atenção: Numa nova gravidez, atraso menstrual ou teste positivo com dor de um lado da barriga, sangramento, dor no ombro, tontura ou desmaio pede atendimento de urgência. Quem já teve gravidez ectópica deve fazer ultrassom logo no início para confirmar onde a gestação está.

Por que esses antecedentes pesam

A doença inflamatória pélvica, infecção que sobe do colo para o útero e as trompas, costuma ser causada por clamídia ou gonorreia e pode passar quase sem sintomas. A inflamação deixa cicatrizes que estreitam ou fecham a trompa, e o risco aumenta a cada novo episódio. Às vezes a trompa se fecha na ponta e se enche de líquido, o que se chama hidrossalpinge.

Depois de uma gravidez ectópica, a chance de a gestação seguinte também acontecer fora do útero é maior. Cirurgias como apendicite complicada, cesáreas e retirada de miomas ou cistos podem formar aderências ao redor das trompas e dos ovários.

Trompa aberta no exame não significa trompa perfeita: o exame mostra a passagem, mas não todas as funções. Por isso o resultado é interpretado junto com o restante da investigação básica do casal.

Exames e caminhos possíveis

Histerossalpingografia

Raio X com contraste que mostra se as trompas estão abertas. É feita logo depois da menstruação, com cuidado para afastar infecção ativa antes do exame.

Pesquisa de infecção atual

Clamídia e gonorreia podem estar presentes sem sintomas e são pesquisadas quando indicado, com tratamento da parceria para evitar nova infecção.

Videolaparoscopia, em casos selecionados

Permite ver diretamente as trompas e desfazer aderências. Quando há hidrossalpinge, retirar ou fechar a trompa doente antes da fertilização in vitro aumenta a taxa de gravidez do tratamento, segundo os estudos.

Fertilização in vitro

Como o encontro do óvulo com o espermatozoide acontece no laboratório, as trompas deixam de ser necessárias. Quando esse é o caminho, o encaminhamento a um centro especializado é feito sem demora.

Como é a investigação

  1. Consulta do casal

    Histórico de saúde, ciclos, tempo de tentativa, hábitos e gestações anteriores.

  2. Exames da mulher

    Exame ginecológico, ultrassom transvaginal, dosagens hormonais e avaliação das trompas, conforme cada caso.

  3. Exame do parceiro

    Espermograma, um exame simples que muda a conduta em muitos casos.

  4. Plano de tratamento

    Tratamento da causa encontrada e, quando esse for o melhor caminho, encaminhamento para reprodução assistida.

Retrato da Dra. Nathália Assunção

Quem conduz o atendimento

Dra. Nathália Assunção

Médica · CRM-BA 34246 · Ginecologia e Obstetrícia: RQE 23128

Médica ginecologista e obstetra, com residência médica em Ginecologia e Obstetrícia. Entre os procedimentos da especialidade, realiza cirurgias ginecológicas por videolaparoscopia e histeroscopia. Atende em consultório em Feira de Santana, com tempo para ouvir e explicar cada etapa do tratamento.

O atendimento, na voz das pacientes

Nota 5,0 no Google. Trechos de avaliações públicas, que não representam promessa de resultado.

Médica competente e muito dedicada. A consulta é leve, me deixa confortável para tirar as dúvidas e acolhe minhas queixas com paciência.

Paciente, via Google

Dra. Nathália é doce e gentil, explica tudo com muita clareza e deixa a paciente segura, o que é muito importante!

Paciente, via Google

Local confortável, a consulta foi bem completa, com avaliação das minhas queixas e solicitação de exames.

Paciente, via Google

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Perguntas frequentes

Respostas gerais. A conduta certa depende da história e da avaliação de cada paciente.

Quem teve gravidez ectópica pode engravidar de novo?

Sim, muitas mulheres engravidam depois, inclusive com uma trompa só. A diferença está no cuidado na gravidez seguinte: ultrassom precoce para confirmar que a gestação está dentro do útero.

Depois do tratamento da gravidez ectópica, quanto tempo esperar?

Depende de como ela foi tratada. Depois do tratamento com medicamento, costuma ser recomendado esperar alguns meses antes de tentar de novo; depois da cirurgia, o intervalo é combinado conforme a recuperação.

Cesárea atrapalha a fertilidade?

Na maioria das mulheres, não. Em algumas, podem surgir aderências ou uma falha na cicatriz do útero, chamada istmocele, que pode dificultar a gravidez e tem tratamento próprio quando causa problema.

Uma infecção tratada no passado ainda preocupa?

Uma infecção tratada cedo pode não deixar sequela. Mas, como não há como saber sem exame, quem já teve doença inflamatória pélvica deve contar isso na consulta, para as trompas serem avaliadas no começo da investigação.

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