Reposição hormonal: quando começar, como manter e quando parar
A decisão sobre a terapia hormonal não é tomada uma vez só. Ela é revista ao longo dos anos, conforme os sintomas, a saúde e as novas evidências.
Dra. Nathália Assunção Médica ginecologista e obstetra CRM-BA 34246 · Ginecologia e Obstetrícia: RQE 23128
Começar a reposição depende de sintomas que atrapalham, de não haver contraindicação e do tempo desde a menopausa. Manter exige reavaliação periódica, sem prazo fixo para suspender. Parar pode ser feito de forma gradual ou de uma vez, e os sintomas podem voltar: por isso a decisão é combinada com a médica, e não tomada por conta própria.
Atenção: Dor e inchaço em uma perna, falta de ar súbita, dor no peito ou fraqueza de um lado do corpo durante a reposição pedem atendimento de urgência. Sangramento que surge depois dos primeiros meses de uso também precisa ser avaliado.
Três momentos, três perguntas diferentes
Para começar, a pergunta é se os benefícios superam os riscos no seu caso. Entram na conta os sintomas, a idade, quantos anos se passaram desde a última menstruação, a pressão arterial, o colesterol, o histórico pessoal e familiar de trombose, câncer e doenças do coração e a mamografia em dia. A via também importa: nos estudos observacionais, o estrogênio em gel ou adesivo, que passa pela pele, mostrou menor risco de trombose que o comprimido.
Para manter, a reavaliação acontece pelo menos uma vez por ano: sintomas, efeitos, pressão, exames das mamas e mudanças na saúde. A orientação antiga de usar "a menor dose pelo menor tempo possível" deu lugar a outra: a dose, a via e o tempo adequados para cada mulher. Por isso não existe uma idade em que a reposição precise ser suspensa automaticamente.
Para parar, os motivos vão da falta de necessidade ao aparecimento de uma contraindicação. Os calorões podem voltar depois da suspensão, seja ela gradual ou de uma vez, e a proteção dos ossos diminui com o tempo sem o hormônio. O plano de saída inclui o cuidado com os ossos daí em diante.
O que ajuda a decidir com segurança
Tipo de hormônio e via
Quem tem útero precisa de um progestagênio junto com o estrogênio, para proteger o endométrio. O tipo de progestagênio e a via, comprimido, gel ou adesivo, são escolhidos conforme o risco de cada mulher.
Começo tardio pede mais cuidado
Começar depois dos 60 anos ou mais de 10 anos após a menopausa não é proibido em todos os casos, mas os riscos para o coração, para a circulação e de AVC pesam mais, e a indicação fica mais restrita.
Hormônio manipulado e dosagem na saliva
A reposição é feita com medicamentos registrados e dose estudada. Fórmulas manipuladas sob medida e implantes não têm o mesmo controle de dose, e dosar hormônio no sangue ou na saliva não é usado para ajustar a reposição da menopausa.
O que a reposição não faz
Ela não é indicada para prevenir doenças do coração nem demência, e muito menos para rejuvenescer ou emagrecer. Seus benefícios comprovados são o alívio dos sintomas e a proteção dos ossos.
Como é a avaliação
Conversa sem pressa
Os seus sintomas, como afetam a sua rotina, o seu ciclo e o seu histórico pessoal e familiar, incluindo câncer de mama, trombose e doenças do coração.
Exame clínico e ginecológico
Pressão arterial, peso, exame das mamas e exame ginecológico.
Exames conforme o seu caso
Mamografia, densitometria óssea, colesterol, glicemia e outros, só quando fazem sentido para você.
Plano e retorno
Tratamento combinado com você, com retornos para ajustar a dose e reavaliar.
Quem conduz o atendimento
Dra. Nathália Assunção
Médica · CRM-BA 34246 · Ginecologia e Obstetrícia: RQE 23128
Médica ginecologista e obstetra, com residência médica em Ginecologia e Obstetrícia. Entre os procedimentos da especialidade, realiza cirurgias ginecológicas por videolaparoscopia e histeroscopia. Atende em consultório em Feira de Santana, com tempo para ouvir e explicar cada etapa do tratamento.
O atendimento, na voz das pacientes
Nota 5,0 no Google. Trechos de avaliações públicas, que não representam promessa de resultado.
Médica competente e muito dedicada. A consulta é leve, me deixa confortável para tirar as dúvidas e acolhe minhas queixas com paciência.
Dra. Nathália é doce e gentil, explica tudo com muita clareza e deixa a paciente segura, o que é muito importante!
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Perguntas frequentes
Respostas gerais. A conduta certa depende da história e da avaliação de cada paciente.
Posso parar a reposição por conta própria?
O ideal é combinar antes. Se surgir um sinal de alerta, suspenda e procure atendimento. Fora isso, parar sem plano costuma trazer de volta os calorões e deixa sem acompanhamento o cuidado com os ossos.
Sangramento durante a reposição é normal?
Nos primeiros meses, pequenos sangramentos irregulares podem acontecer, conforme o esquema usado. Sangramento que persiste, aumenta ou aparece depois de um período sem sangrar deve ser investigado.
Quem usou anticoncepcional por anos pode fazer reposição?
Sim, se houver indicação e não houver contraindicação. Na transição, às vezes é preciso decidir quando trocar a contracepção pela reposição, o que é combinado conforme a idade e o padrão do ciclo.
Depois de parar, posso voltar a usar?
É possível, se os sintomas voltarem com intensidade e a avaliação continuar favorável. A idade e o tempo desde a menopausa no momento da volta entram na decisão.