Dor na relação sexual ou ao urinar junto com corrimento: o que investigar
Quando a dor vem acompanhada de corrimento, a origem costuma estar numa inflamação da vagina ou do colo do útero, e não só na bexiga.
Dra. Nathália Assunção Médica ginecologista e obstetra CRM-BA 34246 · Ginecologia e Obstetrícia: RQE 23128
Dor na entrada da vagina durante a relação e ardor quando a urina toca a pele costumam vir de uma vaginite, como candidíase ou tricomoníase. Dor mais profunda, sangramento depois da relação e corrimento amarelado sugerem inflamação do colo do útero por clamídia ou gonorreia. O exame ginecológico separa essas causas da infecção urinária, que é tratada de outro jeito.
Atenção: Dor no pé da barriga com febre, corrimento com cheiro forte ou dor que piora ao andar pede atendimento no mesmo dia: pode ser doença inflamatória pélvica.
Onde dói ajuda a encontrar a causa
O ardor da infecção urinária costuma ser por dentro, com vontade de urinar toda hora e pouca urina de cada vez. O ardor da vaginite é por fora, quando a urina passa pela pele inflamada, e vem junto com coceira ou corrimento. Quando a vaginite é tratada como infecção urinária, os sintomas costumam voltar.
Na relação, a dor na entrada da vagina aponta para inflamação da vulva e da vagina, ressecamento ou contração involuntária da musculatura. A dor profunda, sentida no fundo, pode vir de cervicite, de infecção que subiu para o útero e as trompas ou de causas sem corrimento, como a endometriose.
A doença inflamatória pélvica acontece quando clamídia, gonorreia ou outras bactérias sobem do colo do útero para o útero e as trompas. Ela precisa de tratamento rápido, porque pode deixar sequelas como dor pélvica crônica, gravidez fora do útero e dificuldade para engravidar.
O que é avaliado na consulta
Exame da vulva e da vagina
Mostra vermelhidão, fissuras, feridas e o aspecto do corrimento, e permite coletar a secreção para análise.
Exame do colo do útero
Colo inflamado, que sangra ao toque ou tem secreção amarelada, leva à pesquisa de clamídia e gonorreia por teste molecular.
Exame de urina
Urina tipo 1 e urocultura entram quando os sintomas urinários predominam, para confirmar ou afastar a infecção urinária.
Toque vaginal
Dor ao mover o colo ou ao tocar o útero e os ovários sugere doença inflamatória pélvica e muda a urgência do tratamento.
Ressecamento
Na amamentação e no climatério, a queda do estrogênio deixa a mucosa fina e sensível, com ardor e dor na relação mesmo sem infecção.
Como é a investigação
Conversa detalhada
Quando começou, o que melhora e o que piora, tratamentos já feitos, ciclo, método contraceptivo e hábitos de higiene.
Exame ginecológico
Exame da vulva, da vagina e do colo do útero, com coleta da secreção quando necessário.
Exames conforme a suspeita
Análise da secreção, cultura, pesquisa de infecções sexualmente transmissíveis e preventivo em dia.
Tratamento da causa
Tratamento dirigido ao diagnóstico e, quando for o caso, também da parceria.
Quem conduz o atendimento
Dra. Nathália Assunção
Médica · CRM-BA 34246 · Ginecologia e Obstetrícia: RQE 23128
Médica ginecologista e obstetra, com residência médica em Ginecologia e Obstetrícia. Entre os procedimentos da especialidade, realiza cirurgias ginecológicas por videolaparoscopia e histeroscopia. Atende em consultório em Feira de Santana, com tempo para ouvir e explicar cada etapa do tratamento.
O atendimento, na voz das pacientes
Nota 5,0 no Google. Trechos de avaliações públicas, que não representam promessa de resultado.
Médica competente e muito dedicada. A consulta é leve, me deixa confortável para tirar as dúvidas e acolhe minhas queixas com paciência.
Dra. Nathália é doce e gentil, explica tudo com muita clareza e deixa a paciente segura, o que é muito importante!
Local confortável, a consulta foi bem completa, com avaliação das minhas queixas e solicitação de exames.
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Segunda a sexta, das 8h às 18h.
Perguntas frequentes
Respostas gerais. A conduta certa depende da história e da avaliação de cada paciente.
Ardor ao urinar é sempre infecção urinária?
Não. Quando o ardor é por fora e vem com coceira ou corrimento, a causa costuma ser vaginal. O exame ginecológico e, quando preciso, a urocultura separam as duas.
Posso ter relação durante o tratamento do corrimento?
O ideal é esperar o fim do tratamento e a melhora dos sintomas. Nas infecções sexualmente transmissíveis, a orientação é aguardar também o fim do tratamento da parceria, para evitar reinfecção.
Dor na relação sem corrimento também deve ser investigada?
Sim. Ressecamento, contração involuntária da musculatura, endometriose e alterações do útero e dos ovários estão entre as causas. A investigação começa pela conversa e pelo exame.
Lubrificante ajuda?
Ajuda quando a dor vem do ressecamento, como no pós-parto, na amamentação e no climatério. Prefira produtos sem perfume, à base de água ou de silicone. Ele não trata infecção e não deve adiar o diagnóstico.